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domingo, 4 de novembro de 2012

Conhecendo a profissão: Engenharia de Petróleo

Organização prevê criação de 2 milhões de empregos no setor até 2020. Uma das funções do profissional é maximizar a produção de petróleo.

Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo

Responsável por maximizar a produção de poços e jazidas de petróleo e gás natural, o engenheiro de petróleo é um profissional cada vez mais requisitado no Brasil. Entre as descobertas na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, nos anos 70, até o recente fenômeno do pré-sal, o mercado se expandiu, se consolidou e criou muitos postos de trabalhos, nem sempre ocupados com facilidade, por conta da escassez de profissionais com a formação ideal.

Marcelo Salomão trabalha como engenheiro de petróleo na Petrobras (Foto: Agência Petrobras de Notícias)
Marcelo Salomão trabalha como engenheiro de petróleo na Petrobras (Foto: Agência Petrobras de Notícias)
A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) prevê a geração de 2 milhões de empregos no setor petrolífero até 2020. Ainda, de acordo com o estudo da Onip realizado há dois anos, a área já movimenta cerca de 420 mil empregos.
O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) que oferece cursos de especialização para a atuação no segmento projeta a necessidade de qualificar mais 201 mil profissionais até 2015, sendo cerca de 11 mil profissionais de nível superior. De 2006 até o momento, cerca de 90 mil profissionais concluíram cursos de várias modalidades.

"Em geral os engenheiros de petróleo não têm dificuldade de conseguir emprego. A contratação é grande, o mercado está em ascensão e há uma carência de profissionais", diz engenheiro de petróleo da Petrobras, Marcelo Salomão, de 54 anos.
guia (Foto: Arte g1)
Salomão tem mestrado e doutorado em engenharia de petróleo, mas quando se formou em engenharia civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1980, pouco conhecia a área de petróleo. "Diferente do cenário atual, nesta época havia pouca opção de emprego para os engenheiros. Fiz o concurso da Petrobras por causa de alguns colegas e passei. O mercado cresceu muito e tive sorte de fazer esta opção. Hoje a indústria do petróleo é reconhecida e respeitada."

Ele lembra que naquela época como não havia graduação específica, as empresas contratavam engenheiros com formações diversas e ofereciam treinamento. Hoje a situação é outra. Além da graduação, instituições de ensino possuem também cursos de qualificação profissional de nível médio, voltado para a prática do mercado. 

A engenharia de petróleo ganha destaque até mesmo entre as demais engenharias, que voltaram a ter o mercado muito aquecido.  Ainda, segundo Marcelo Salomão, a tendência é de crescimento para os próximos anos porque os processos de descobertas das bacias sedimentares, de onde é possível extrair o petróleo, e construção de poços e plataformas são caros e demorados. E a presença dos engenheiros é fundamental em todas as etapas do trabalho.

Também é função deste profissional cuidar do transporte do petróleo e seus derivados desde o local da exploração até as refinarias e petroquímicas, bem como dar o destino correto aos resíduos. O engenheiro de petróleo pode tanto atuar no setor administrativo dentro de escritórios ou na parte operacional, nas plataformas marítimas. Dificilmente um profissional terá de conciliar as duas funções.

Salomão diz que o trabalho interno é fundamental para que o engenheiro tenha a percepção da magnitude das plataformas marítimas. "A atividade de planejamento é forte. É no escritório que se especifica o projeto de perfuração de poços, os produtos químicos que serão utilizados. Já tive de trabalhar embarcado, mas meu perfil é mais administrativo."

Plataforma de extração de petróleo da Petrobras (Foto: Agência Petrobras de Notícias)
Plataforma de extração de petróleo da Petrobras (Foto: Agência Petrobras de Notícias) saiba mais
Para se dar bem na carreira, Salomão destaca duas características fundamentais: gosto pelo estudo, já que o profissional não pode parar de aprender, e perfil para trabalhar em equipe.

O trabalho do engenheiro de petróleo está sempre ligado à tecnologia. As indústrias de petróleo utilizam softwares e aplicativos para desvendar cálculos e previsões matemáticas necessárias para interpretações geológicas, entre outras ações. 

Outro aliado da profissão é a multidisciplinaridade, já que os engenheiros de petróleo nunca estão sozinhos nas missões. "Para planejar a retirada do óleo e transformá-lo em riqueza as equipes precisam estar entrosadas. O trabalho de planejar o número de poços que se vai perfurar, avaliar sua capacidade e as linhas que vão trazer o óleo até a plataforma, é multidisciplinar." Segundo ele, as áreas ambiental, de segurança, geologia e até economia se relacionam o tempo todo.

"O petróleo é a fonte propulsora de várias outras indústrias, e a engenharia de petróleo é uma profissão atrativa onde é possível aplicar grande parte do conhecimento adquirido na graduação", diz Salomão.

FONTE: G1

domingo, 12 de agosto de 2012

Conhecendo a profissão: Engenheiro de Petróleo

Engenheiro de Petroleo


A abertura do petróleo  no Brasil com os leilões de exploração em 1999 e recentemente com o  pré-sal, fizeram com que a procura por engenheiros de petróleo aumentasse, gerando uma oferta de vagas de 25 mil empregos diretos e cerca de 70 mil indiretos.

Seguindo esta tendência, a demanda vem aumentando gradativamente e deverá se intensificar a partir de 2014 e 2015. Desta forma, a exigência quanto à capacitação dos profissionais também se intensificou. O engenheiro de petróleo deve ter habilidades marcadas por conhecimentos em engenharia, geofísica, mineração e geologia, segundo Fernando Siqueira, vice-presidente da Aepet ( Associação dos Engenheiros da Petrobras), “um engenheiro de petróleo engloba algumas especialidades: engenharia de produção de petróleo , de reservatório, engenharia civil,  engenharia de produção,  engenharia de processo, engenharia química,  engenharia elétrica, eletrônica, mecatrônica e mecânica. Todos estes são voltados para a produção de petróleo”.

Para suprir todas as exigências e atender as expectativas, este engenheiro deve investir constantemente em uma formação altamente qualificada, desde a graduação, até cursos de especializações. Para Jacques Salies, gerente de Perfurações da Queiroz Galvão e professor da pós-graduação do IBP em Engenharia de Petróleo, “quando falamos de um engenheiro de petróleo, estamos falando de operações em alto mar, sendo que, uma operação no mar custa, hoje, 1 milhão de dólares por dia e vai ter ali um grupo de engenheiros tomando decisões sobre estas operações. Ou seja, é uma profissão cheia de desafios, em que os profissionais devem ser altamente qualificados para que existam resultados positivos”.

Desde que o petróleo ganhou destaque e seguido do advento do pré-sal, a necessidade de técnicos em geral aumentou de forma considerável. A Petrobras (petrolífera brasileira),  tem uma grande campanha de formação destes engenheiros, porém, hoje, existem Universidades que formam este profissional, como, a PUC-RJ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense, a UEFA em Macaé e Universidades no Rio Grande do Norte e Bahia, ou seja, os cursos estão crescendo conforme a indústria aumenta sua demanda.

O perfil adequado

Uma exigência para este profissional é o conhecimento no idioma inglês, assim como em outros idiomas, “o inglês é primordial, pois, toda literatura do petróleo esta escrita neste idioma”, afirma Salies.

O perfil deste engenheiro deverá ser o mais dinâmico possível. Segundo Siqueira o profissional deverá ter disponibilidade para trabalhar embarcado, enfrentando desafios e intempéries e, também, com disposição para enfrentar muitos progressos tecnológicos, “haverá muitas oportunidades para quem quer crescer e evoluir tecnologicamente”.

Com os resultados do petróleo do Brasil a tendência é surgir, cada vez mais, oportunidades para este profissional. O cenário atualmente não está difícil para encontrar engenheiros, porém, o mercado não encontra muita mão de obra com experiência, com profissionais de 15 a 20 anos de carreira, “vamos encontrar mais recém formados e, também, profissionais com até 5 anos de mercado”, explica Salies.

 

Média Salarial

Segundo dados da Pesquisa Salarial e de Benefícios da Catho Online, o engenheiro de petróleo está entre os três primeiros no ranking dos maiores salários de profissionais com nível superior, com a média de remuneração de R$ 10.304,06 (nesta lista não constam profissionais de cargos de gestão).

“O salário para este profissional, principalmente em nível pleno, aumentou cerca de 47% nos últimos três anos, crescendo de R$ 5.800,00 reais para R$ 8.500,00 reais em média. Essa busca esta cada vez maior principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo”, afirma Marco Soraggi, diretor da Pesquisa Salarial.

Para os demais níveis de gestão, como coordenadores e gerentes, os salários também estão no topo da lista, ocupando o primeiro lugar na média geral, segundo a mesma pesquisa da Catho Online.