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domingo, 20 de janeiro de 2013

Conhecendo a profissão: Secretariado Executivo

É o conjunto de atividades empregadas na assessoria de empresas e em outras organizações públicas ou privadas, no que diz respeito a planejamento, organização e rotina de trabalho. O secretário executivo é o assessor imediato de diretores e gerentes de uma organização. 

Ele controla os arquivos, as informações que chegam via correio, internet, fax ou telefone e cuida da agenda do chefe, tomando as providências necessárias para que as decisões deseu superior sejam executadas com rapidez. Gerencia processos administrativos e financeiros, informações, equipes e comunicações internas e externas, além de dominar softwares específicos de planejamento de operações, edição de textos e planilhas de contabilidade. 

Tem poder de decisão sobre a rotina do departamento ou setor em que trabalha, fazendo a ponte com as demais áreas da empresa. Auxilia executivos na preparação de apresentações e na organização de eventos e encontros de negócios. Como ele redige documentos e relatórios, é importante o domínio da língua portuguesa e de um idioma estrangeiro (de preferência inglês), pelo menos em empresas que têm negócios com o exterior.
 
Mercado de Trabalho

O mercado está estável. "Mas, para concorrer a uma vaga como assessor de diretoria, esse profissional precisa falar inglês e espanhol, ter perfeito domínio de informática e pleno conhecimento das questões que envolvem a área em que atua", diz Celso de Oliveira Rocha, coordenador do bacharelado em Secretariado Executivo da USJT, de São Paulo. Um setor que vem crescendo muito é o de trabalhos on-line, em que o secretário atua em escritórios virtuais.

Nesse caso, ele organiza agendas, atende telefone, marca reuniões e estabelece a comunicação entre os participantes, tudo via internet ou intranet. A maioria das vagas está em regiões de concentração de indústrias e empresas de grande porte de setores diversos, como a Grande São Paulo. As principais capitais do Sudeste e Sul também procuram o profissional.

Salário inicial: R$ 1.278,00 (fonte: Sindicato dos Secretários do Estado de São Paulo).

As melhores escolas

5 estrelas
MG viçosa UFv Sec. Exec. Trilíngue. PR guarapuava Unicentro- PR. londrina Uel. toledo Unioeste. SP São Bernardo do Campo Metodista Sec. Exec. Bilíngue .
4 estrelas
AP Macapá Unifap. BA salvador UFBa. CE Fortaleza UFc. DF Brasília iesb. PA Belém Uepa Sec. Exec. Trilíngue, Unama Sec. Exec. Bilíngue. PE Recife UFPe Sec. PR curitiba Facinter Sec. Exec. Trilíngue. Maringá UeM Sec. Exec. Trilíngue (port./franc./espanhol); Sec. Exec. Trilíngue (port./ing./franc.); Sec. Exec.Trilíngue (port./ing./espanhol). RR Boa vista UFRR. RS canoas Ulbra Sec. Exec. Trilíngue. Passo Fundo UPF Sec. Exec. Bilíngue. SP são Paulo Fecap Sec. Exec. Trilíngue (asses. empr.).
3 estrelas
AC Rio Branco Faao. AM Manaus ciesa. BA salvador Ucsal Sec. Exec. (ênf. em asses. organizacional). DF Brasília Fac. alvorada de Brasília $$$, Upis. MG Uberaba Fazu Sec. Exec. Bilíngue. MS campo grande iesf-Funlec Sec. Exec. Bilíngue. MT cuiabá Fic-Mt Sec. Exec. Bilíngue $. PE Petrolina Facape. Recife esurp Sec.. PI teresina ceut. PR apucarana Fecea Sec. Exec. (trilíngue). curitiba PUC-PR, UniBrasil. Foz do iguaçu Uniamérica Sec. Exec. (trilíngue). Maringá Unifamma Sec. Exec. (trilíngue). Ponta grossa iessa. União da vitória Uniuv . RJ Rio de Janeiro estácio Sec. Exec. Trilíngue. RN natal Facex. RS santa cruz do sul Unisc. SC Blumenau Furb Sec. Exec. Bilíngue. criciúma Unesc-sc. SP Rio claro Fic-Rio claro Sec. Exec. Trilíngue. são Paulo USJT.
 
Curso
Os cursos de bacharelado fornecem ao estudante conhecimentos para que ele seja capaz de assessorar executivos de empresas de qualquer porte, com capacidade de liderança, autonomia e senso de organização, em tarefas administrativas, financeiras, de recursos humanos, vendas e marketing. A formação básica inclui responsabilidade social, finanças e contabilidade, administração, direito, economia, filosofia e política nas relações internacionais. A parte humanística também é grande, e as principais matérias são artes, cultura e cidadania, relações humanas e ética profissional. A formação em língua estrangeira, principalmente o inglês, é o destaque. Há ainda disciplinas específicas, como redação empresarial, gestão empresarial e estratégica, cerimonial, protocolo e etiqueta e desenvolvimento organizacional, entre outras. O estágio supervisionado é obrigatório, e a maioria das escolas pede um trabalho de conclusão de curso.

Atenção: algumas instituições oferecem o curso de Secretariado Executivo Trilíngue.

Duração média: quatro anos.

Outros nomes: Sec.; Sec. Exec. Bilíngue; Sec. Exec. Trilíngue.

O curso tecnológico é focado em automação de escritório, que inclui armazenamento de dados, transferências eletrônicas e gerenciamento de informações de negócios, e na assessoria para diretores e executivos, com o atendimento de telefonemas, marcação de reuniões e até assessoramento para assuntos particulares. A base teórica traz disciplinas ligadas à administração (financeira e de recursos humanos, por exemplo). No primeiro ano, aprendem-se técnicas de secretariado, cerimonial, protocolo e etiqueta, ética profissional e relações públicas. Também fazem parte do currículo disciplinas voltadas para a contabilidade, documentação e arquivo. Aulas de inglês técnico e redação comercial em português ocupam mais de um terço da carga horária, mas o aprendizado de línguas têm um peso menor se comparado a um curso de bacharelado. Para se formar é necessário realizar estágio e fazer um trabalho de conclusão de curso.

Duração média: dois anos

Outros nomes: Autom. de Escritórios e Sec.; Sec. Exec.).

O que você pode fazer

Assessoria e consultoria

Atuar como assessor ou consultor autônomo, atendendo executivos na realização de encontros de negócios e eventos, como seminários e palestras.

Secretariado

Assessorar executivos em reuniões e participar de decisões da rotina da empresa, atendendo clientes e fornecedores, organizando arquivos, redigindo documentos.

Gerenciar

Processos administrativos, informações, equipes e comunicações internas e externas da sua área.

Tradução e Interpretação

Escrever textos em idiomas estrangeiros e traduzir documentos para o português. Fazer a tradução simultânea em reuniões, debates e seminários.

Fonte:Guia do estudante

domingo, 13 de janeiro de 2013

Conhecendo a profissão: Tecnologia da Informação

Lógica e criatividade são essenciais para profissional de TI

Tecnologia da Informação é área em expansão, dizem especialistas. Saiba mais sobre o curso de graduação em processamento de dados.

Nathália Duarte Do G1, em São Paulo
 

Profissionais que escolhem a área de Tecnologia da Informação (TI) estão em constante adaptação às novidades do mercado. Então, se você está sempre antenado nos lançamentos tecnológicos, é fissurado em games e tem curiosidade por entender o funcionamento das coisas vai gostar de saber que é possível trabalhar com seus hobbies. E mais ainda, que esse é um mercado cheio de oportunidades.

G1
"A área de tecnologia está crescendo e a procura por esses cursos é muito grande. Existem estudos que apontam que a tendência é que a área se expanda ainda mais. Hoje em dia, a demanda de empresas procurando por profissionais capacitados é bastante significativa", diz Hamilton Martins Viana, chefe do departamento de tecnologia da informação da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP). 
O crescimento no número de vagas na área de TI deve-se à gama de possibilidades de atuação. "Um aluno graduado em TI pode trabalhar em todos os tipos de empresa, que oferecem qualquer tipo de serviço. Isso porque ele desenvolve projetos de sistemas para a informatização de empresas em suas rotinas administrativas", diz Viana.

"O profissional de análise e desenvolvimento de sistemas está apto a trabalhar em todas as etapas de desenvolvimento de sistemas computacionais. Estas etapas são a análise, projeto, implementação e implantação de sistemas computacionais", afirma André Zampieri, coordenador do curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas da Universidade Caxias do Sul (UCS).

Curso
O curso de graduação em processamento de dados não é um bacharelado, é um curso tecnológico, voltado diretamente para a parte prática da profissão. "O curso tem o mesmo valor para um mestrado, doutorado, ou pós-graduação. A diferença é que o bacharelado é mais amplo, e o curso de tecnologia é voltado para a prática no mercado de trabalho", diz Viana, da Fatec-SP.

Características esperadas do estudante de TI são o gosto pela informática e bom raciocínio lógico. "As matérias mais comuns são as disciplinas de Programação de Computadores, de Análise e Projeto de Sistemas, Banco de Dados e disciplinas que complementam o trabalho desenvolvido nestas", diz Zampieri.

E o coordenador dá a dica: "a tecnologia avança muito rápido, e em ciclos cada vez mais curtos. Por isso, o profissional deve se reciclar e adquirir novos conhecimentos e habilidades".
Ficha curiosidades processamento de dados
(Foto: Arte/G1) Dia a dia da profissão
Segundo Zampieri, na análise de sistemas é realizado o levantamento das necessidades que o sistema computacional se propõe a resolver. Na etapa de projeto, com os dados obtidos na análise, um projeto sobre como será o sistema computacional é produzido. A fase de implementação é quando o sistema computacional é construído (programado). Já a etapa de implantação ocorre quando o software é disponibilizado para o uso.

O profissional egresso do curso pode atuar, principalmente, como analista de sistemas, programador de computadores, analista de banco de dados e consultor de TI. É possível trabalhar em empresas especializadas no desenvolvimento de sistemas computacionais ou em empresas que utilizam sistemas computacionais.

"Hoje em dia, todos os tipos de organizações utilizam sistemas computacionais - indústria, comércio, serviços, bancos e até empresas da área da saúde. Também há o poder público, como prefeituras, governo federal e governos estaduais. Os profissionais de análise e desenvolvimento de sistemas estão aptos a trabalhar em qualquer empresa que necessite utilizar sistemas computacionais, seja no auxílio à tomada de decisões, ou no gerenciamento dos seus processos operacionais", diz Zampieri.

Escolha de menino
"Escolhi a área de tecnologia aos 12 anos. Comecei a lidar com computadores por meio de amigos e, a partir dalí, essa se tornou uma das paixões da minha vida. Curto tecnologia e gosto disso inclusive no meu tempo livre. Comecei a desenvolver [sistemas] na adolescência, e o ingresso na carreira de TI foi natural. O que me atraía era lidar diretamente com tecnologia e computação", diz Eduardo Campo de Oliveira, formado em processamento de dados.

Eduardo se formou em 1994 e hoje é gerente de Marketing e Negócios da Divisão de Produtividade e Colaboração da Microsoft Brasil. "Comecei na área técnica e trabalhava como analista de sistemas. Optei pela área de desenvolvimento porque gostava muito de programar. Trabalhei sete anos em um banco e pude atuar em diversos projetos na área financeira", afirma.

Com o crescimento na carreira, ele decidiu complementar a formação técnica com uma pós-graduação em marketing. "Queria trazer o aspecto de negócios para a área de tecnologia", diz. Segundo o gerente, a tecnologia se associa ao marketing. "O objetivo do marketing é demonstrar um produto, por isso conhecer tecnologia é o primeiro passo para entender como aquele produto vai atender às necessidades de um usuário."

Segundo Eduardo, o profissional de TI pode escolher entre as áreas de infraestrutura, que é o planejamento do sistema, ou o desenvolvimento do sistema na prática.

"A fama de nerd não é fama", diz Oliveira, em tom de brincadeira. "É preciso ser um pouco nerd para gostar de tecnologia, mas isso não significa que a pessoa precise ficar 100% do tempo vendo uma tela de computador. Eu, por exemplo, pratico esportes, gosto de música, já fiz curso de teatro, então depende muito de cada um. Tem desde o cara que é completamente fissurado em tecnologia, o famoso geek, e aquele que tem gostos variados. Acho que hoje em dia não dá para termos nenhum estereótipo do profissional de TI", afirma.
(Esta reportagem foi originalmente publicada em 29/06/2010, às 10h24.)

Fonte: G1

domingo, 6 de janeiro de 2013

Conhecendo a profissão: odontologia

Mercado mostra reação após ter passado por período de saturação. Profissão exige investimento em formação e nas habilidades manuais.

Cristina Boeckel Do G1, no Rio




Os dentistas são responsáveis pela manutenção da saúde bucal e pelo tratamento de problemas na boca dos pacientes que, muitas vezes, podem se refletir em todo o organismo. O mercado para os profissionais que optam pela carreira na odontologia pode estar em consultórios próprios ou em órgãos públicos.


Guia de carreiras odontologia (Foto: Editoria de Arte/G1))

Dr. Paulo Murilo Oliveira da Fontoura, presidente da Associação Brasileira de Odontologia no Rio de Janeiro, lembra que alguns dos principais mercados para os dentistas, também chamados de odontólogos, estão nas Forças Armadas e nas áreas de saúde das prefeituras e estados. Segundo ele, a área está se recuperando de uma crise.

“A odontologia passou por uma crise séria de mercado porque, há uns 20 anos, era uma profissão na qual se ganhava muito dinheiro. Então isso influenciou muito os alunos e as famílias a se motivarem para seguir esta carreira. Com isso, aconteceu a criação de inúmeras faculdades de odontologia, e o mercado ficou saturado.”

Uma alternativa para prosperar na carreira seria a busca por oportunidades em áreas onde a demanda por dentistas ainda é grande: “Todos os que se formam só querem ficar nos grandes centros. Não procuram ir para a periferia.”
O presidente da ABO-RJ ainda lembra que alternativas apresentadas aos jovens dentistas, como os convênios, podem ter prós e contras: “Temos planos odontológicos que são uma faca de dois gumes: ele dá emprego ao profissional, pois coloca pacientes dentro do consultório; mas ele paga muitas vezes um valor muito simbólico, muito baixo. Porque às vezes o dentista acaba pagando para trabalhar.”

Dr. Augusto César Ferreira Pinto, que também atua na ABO-RJ, acredita que o retorno financeiro pode ser bom se houver dedicação por parte do profissional: “Como em qualquer carreira, a gente tem que ter dedicação. Isso parte do profissional mas, de uma menira geral, a odontologia traz um bom retorno financeiro desde que você seja dedicado a ela.”

Investimento em formação e habilidade manual

O curso de odontologia é estruturado em oito ou dez semestres, dependendo da instituição de ensino. Nos primeiros dois anos, o estudante recebe uma formação básica na área de saúde, com disciplinas de microbiologia e anatomia, por exemplo. Apenas no terceiro ano de curso o aluno começa a entrar na parte clínica, fazendo estágios e começando a lidar com a boca dos pacientes.

Mas mesmo com o final do curso de odontologia, profissionais da área recomendam que o aprendizado continue, com uma especialização em algum segmento como a Implantodontia, que é a área referente a colocação de próteses dentárias, a ortodontia, que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares, e a endodontia, responsável pelo estudo dos canais da boca e de seus tecidos. O investimento em áreas de administração hospitalar e em mestrados e doutorados também são valorizados.

Entre as habilidades desejáveis para os estudantes que almejam investir na carreira de dentista, o Dr. Paulo Murilo reforça que a carreira exige constante aperfeiçoamento do profissional: “Hoje em dia, a odontologia é muito científica. Então, tem que estudar muito.” Ele destaca outros pontos importantes: “Antes de mais nada, tem que gostar da profissão. Porque se não gostar da profissão é muito difícil. Segundo, tem que ter uma certa habilidade, porque a odontologia necessita muito de habilidade manual.”

O Dr. Augusto concorda sobre a necessidade de destreza com as mãos, já que o trabalho dos profissionais desta área é praticamente artesanal. Mas ele também ressalta que a relação com as pessoas que sentam-se na cadeira dos consultórios também é fundamental. “O trato com o paciente tem que ser sempre o melhor possível”, afirma ele.

Fonte: G1

domingo, 30 de dezembro de 2012

Conhecendo a profissão: Dança


Campo de trabalho da dança se diversifica

Além dos espetáculos, há possibilidade de lecionar em escolas e academias. Mas não basta a faculdade para conhecer dança.
Simone HarnikDo G1, em São Paulo

Foto: Divulgação/Unicamp
Apresentação de alunos da Unicamp (Foto: Divulgação/Unicamp)
Espetáculos, academias de dança de salão, programas na TV, aulas nas escolinhas infantis de jazz ou balé clássico, projetos sociais e até mesmo circos, como o de Soleil. O campo de atuação para o profissional da dança expandiu bastante nas últimas décadas e abre espaço tanto para bailarinos com longos anos de estudo, quanto para iniciantes que querem investir em um negócio próprio.

Para atuar como profissional do palco, seja como coreógrafo, seja como intérprete, não há necessidade de diploma. Aliás, ninguém aprende uma dança só em quatro anos, que é o tempo da faculdade. 


“A importância do diploma depende do campo. Se o estudante quiser dar aula, fazer mestrado, doutorado, conseguir as vantagens que o mundo acadêmico propicia, o diploma abre muitas portas. Mas não é o diploma que faz o artista”, diz Angela Nolf, coordenadora do curso da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 




Com a abertura de portas, amantes das artes do corpo buscam a formação em uma das 20 graduações em dança, em todo o país, que fazem parte da lista do Ministério da Educação. Há dois tipos de cursos: os de bacharelado, que procuram aperfeiçoar a técnica e possibilitam a pesquisa e a docência da dança em curso superior; e os de licenciatura, obrigatório para quem pretende lecionar no ensino fundamental. 


A duração dos cursos varia conforme a instituição de ensino. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por exemplo, só há bacharelado, que pode ser concluído em quatro anos e meio. 



“Aqui o curso é voltado para a composição e interpretação. Cerca de 85% do curso é prático e o currículo tem fundamentos da dança, laboratórios de pesquisas corporais e técnicas”, afirma a coordenadora do curso, Kátia Gualter. 



Já na Universidade Estadual de Campinas, são oferecidos bacharelado e licenciatura. Ambos podem ser realizados em, no mínimo, quatro anos. Quem preferir, pode abrir mão da licenciatura. 


 Mercado

Foto: Divulgação/UFRJ
Estudantes da UFRJ que participaram da abertura dos jogos Pan-Americanos (Foto: Divulgação/UFRJ)
É difícil enriquecer com a carreira, mas, de acordo com a presidente do Sindicato dos Profissionais da Dança do Rio de Janeiro (SPDRJ), Lourdes Braga, dá pra viver bem. Ela mesma estudou direito na faculdade, mas sempre retirou o sustento da dança. 


“Agora há companhias bancando salário. Também há oportunidade de ter patrocínio de empresas como a Petrobras ou o Banco do Brasil. A valorização vem acontecendo”, afirma. O pagamento pode ser feito por espetáculos e ensaios, mas já há companhias de dança que pagam salários fechados por mês, de cerca de R$ 3 mil. No Teatro Municipal do Rio, os salários variam de R$ 2 mil a R$ 6 mil por mês. 



Até a exportação de bailarinos vem acontecendo. “Há circos internacionais que pagam US$ 400 por semana, sendo que o artista não tem custos com a estadia nem com a alimentação. Também é interessante”, diz Lourdes. 


Fonte: G1

domingo, 23 de dezembro de 2012

Conhecendo a profissão: engenharia elétrica

Em grandes obras, engenheiro eletricista é tão demandado quanto o civil. Profissionais também podem atuar em bancos e no comércio de energia.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
 
Fábio Tangerino é engenheiro eletricista na Alstom Grid (Foto: Arquivo pessoal)
 
Fábio Tangerino é engenheiro eletricista na Alstom
Grid (Foto: Arquivo pessoal)
Muito se fala do aumento da demanda por engenheiros civis no Brasil, mas as grandes obras de infra-estrutura, impulsionadas pelo crescimento econômico e os grandes eventos esportivos mundiais que o país vai hospedar nos próximos anos, também têm aquecido o mercado de outras engenharias, entre elas a elétrica. "Quando você tem metrô expandindo, estádios de futebol, trens, aeroportos, você precisa ter um sistema de energia elétrica para atender tudo isso", explicou Fábio Bergamini Tangerino, de 32 anos.

Formado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Tangerino atualmente trabalha como supervisor de engenharia na Alstom Grid, em um projeto de energia hidrelétrica do Rio Madeira, na Região Norte do país.

Segundo ele, o engenheiro eletricista é o profissional responsável pela construção e manutenção de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Sua atuação acontece principamente em empresas e indústrias que fabricam ou usam equipamentos elétricos e sistemas de automação.

Alguns exemplos incluem grandes construtoras, fabricantes de sistemas elétricos e aparelhos eletrônicos, além das empresas que prestam serviço de telecomunicações ou possuem linhas de montagem.

Atualmente há muita demanda por engenheiros que trabalham com subestações, linhas de transmissão e sistemas de automação e controle. "Não tem muitos profissionais qualificados no mercado e todas as empresas do setor encontram dificuldade para encontrar", diz Tangerino.

Guia de carreiras engenharia elétrica (Foto: Editoria de Arte/G1)
Crea-SP
 
Privatização e consumo

A partir da década de 1990, os engenheiros eletricistas também ganharam um novo ramo na profissão: a comercialização de energia elétrica.

Segundo Marcus Hernandez, de 41 anos, que trabalha na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a política do governo federal de vender as empresas estatais e abrir a comercialização da energia elétrica ampliou o leque de atuação para engenheiros eletricistas.

A privatização das estatais, aliada ao estímulo ao consumo e à competitividade, permitiu que empresas com grande consumo de energia, como indústrias de grande porte e até shopping centers, pudessem comprá-la diretamente dos geradores.

Esse novo mercado demanda novas funções, como a de mediação dos contratos entre quem compra e quem vende energia elétrica nesse novo mercado.

Hernandez, formado na área pela Escola de Engenharia Mauá, no Instituto Mauá de Tecnologia, explica que parte das funções podem ser desempenhadas por engenheiros de outras especialidades, mas que algumas áreas, como a de medição, é específica para o engenheiro eletricista. "Você tem que analisar uma documentação de cunho mais especializado, os outros engenheiros não têm muita relação", diz.

Outro grande mercado para profissionais da área de engenharia é o financeiro, que emprega engenheiros de diversas formações. De acordo com Tangerino, o interesse dessas empresas em quem é formado em engenharia é a facilidade com as contas.
Subestações de energia elétrica como a da foto, em Furnas, são desenhas por engenheiros eletricistas (Foto: Divulgação/Alstom)
Subestações de energia elétrica como a da foto, em Furnas, são desenhadas por engenheiros eletricistas (Foto: Divulgação/Alstom) 
Marcus Hernandez, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Marcus Hernandez, da Câmara de Comercialização
de Energia Elétrica (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
 
Matemática, física e criatividade

"Como o engenheiro tem uma base matemática muito forte na faculdade, esse conhecimento é muito apreciado por empresas que trabalham com números, empresas de consultoria financeira, bancos, tem engenheiro que trabalha até com recursos humanos", afirmou Tangerino.

Essa base, segundo ele, precisa estar relativamente sólida para que o estudante consiga aproveitar os cinco anos da graduação. Em geral, quem opta pela engenharia elétrica tem aptidão para exatas já no ensino médio e, em alguns casos, já experimentou a área em cursos técnicos. Foi o caso tanto de Tangerino quanto de Hernandez, que fizeram colegial técnico em eletricidade e eletroeletrônica, respectivamente.

Além da matemática, vestibulandos interessados em seguir a carreira devem se preparar para estudar muita física. No caso da engenharia elétrica, Tangerino, da Alstom Grid, explica que a área exige ainda profissionais flexíveis, com capacidade de imaginação. "É uma ciência muito abstrata, a energia elétrica você não vê, não tem cheiro, não tem cor, você tem que ter um poder muito grande para mentalizar uma situação, tem que ser criativo."

O inglês, hoje em dia, é imprescindível para as atividades na área, já que a maior parte da tecnologia aplicada no Brasil é importada. "E hoje não tem como escapar do espanhol, se você quiser trabalhar em uma empresa multinacional", explica o Tangerino.
 
 
O currículo do curso de ensino superior varia em cada instituição, mas, geralmente, as disciplinas são divididas em três grandes áreas. Em sistemas de energia estão as matérias que tratam da geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, e profissionais que decidem se aprofundar nestes conteúdos podem trabalhar no desenvolvimento de subestações de energia de alta potência, por exemplo.

Há ainda a ênfase em sistemas de telecomunicações, na qual os estudantes de graduação conhecem o funcionamento do setor de telefonia fixa e móvel tanto na produção quanto na oferta de serviços de telefonia, além de se envolver na produção de equipamentos eletrônicos como televisores, computador e videogames.  Neste caso, segundo Marcus Hernandez, o profissional é conhecido como engenheiro eletricista com ênfase em eletrônica, e se especializa em sistemas elétricos de baixa tensão (até 110 volts).

Já a área de automação de processos industriais é responsável pelo desenvolvimento de procedimentos mais eficazes e seguros em diversos setores, desde linhas de montagem em uma indústria até a criação de sistemas elétricos de alta potência.

Engenheiros eletricistas recém-formados recebem o piso salarial fixado pelo Conselho Regional de Agronomia e Engenharia (Crea). De acordo com a regional de São Paulo, o piso varia entre 7,25 e 8,5 salários mínimos (R$ 4.500 e R$ 5.300, segundo os valores estipulados pelo governo federal em 2012).

Fonte:G1

domingo, 16 de dezembro de 2012

Conhecendo a profissão: Economia Doméstica

 

É a utilização de técnicas e conhecimentos para melhorar a qualidade de vida de indivíduos e de comunidades. O economista doméstico planeja, implanta e supervisiona programas de desenvolvimento social nas áreas de alimentação, direitos do consumidor, economia familiar, habitação, saúde e vestuário. Avalia produtos lançados no mercado e elabora programas de esclarecimento ao consumidor quanto a seu emprego no lar. Desenvolve e ministra cursos para comunidades, ensinando noções de higiene, economia e cozinha, a fim de evitar o desperdício de alimentos e melhorar a nutrição de grupos de baixa renda. Em empresas e indústrias, gerencia restaurantes coletivos e organiza espaços de convivência para os funcionários. A crescente busca da ética nas empresas valoriza esse profissional, que tem de estar sempre atento às necessidades básicas do ser humano e preocupado com o desenvolvimento social.
Mercado de Trabalho

Determinadas áreas oferecem boas possibilidades de emprego. É o caso da extensão rural, em que o profissional atua em cooperativas de crédito para pequenos produtores agropecuários, em empresas privadas e em órgãos públicos, e da extensão urbana. Nesse último caso, o profissional atua fundamentalmente em organizações não governamentais e associações, prestando orientação sobre assuntos diversos, como cidadania, direitos e organização social numa comunidade. "Em ambas as áreas, o mercado está favorável para programas de atendimento à família", completa a professora Tatiane de Oliveira Pinto, vice-coordenadora do curso da UFRRJ. Além disso, há possibilidade de vagas no ramo alimentício, como restaurantes, cozinhas industriais, supermercados e empórios. Outro nicho interessante é o de hotelaria hospitalar, para atuar na coordenação de lavanderias. O economista doméstico é requisitado ainda por cooperativas em geral, nas quais trabalha como consultor de investimentos, e por ONGs, para atuar no desenvolvimento de projetos de educação do consumidor, planejamento de renda familiar, comunidades carentes e desenvolvimento humano. Na área pública, há oportunidades em secretarias de Saúde, prefeituras e creches, que contratam por meio de concursos. A maioria das vagas se concentra fora das capitais, em estados do Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro), Nordeste (Ceará e Pernambuco) e Sul (Paraná). O licenciado pode lecionar no Ensino Médio e superior.

Salário inicial: R$ 1.200,00 (fontes: profa. Tatiane de Oliveira Pinto, da UFRRJ: profa. Neide Bellandi, da Unioeste).

As melhores escolas

5 estrelas
CE Fortaleza UFC. MG Viçosa UFV. PE Recife UFRPE.
4 estrelas
PR Francisco Beltrão Unioeste. RJ Seropédica UFRRJ.

Curso

O currículo mescla disciplinas das áreas biológicas, exatas e humanas, como sociologia, psicologia, química, biologia, matemática e estatística. A partir do segundo ano, o aluno tem matérias específicas, como estudo da família, educação do consumidor, o vestuário no contexto socioeconômico e cultural, nutrição básica, composição de alimentos, economia familiar, puericultura, habitação e higiene. O estágio é obrigatório. Importante: quanto maior for o número de horas de prática profissional, melhores serão as chances de contratação do recém-formado.

Duração média: quatro anos.

 

O que você pode fazer

Alimentos

Participar de equipes de desenvolvimento de produtos alimentícios, definindo métodos de manipulação, armazenamento e conservação, conferindo critérios nutritivos e de higiene, tempo de validade e peso. Planejar e organizar a preparação de cardápios nutritivos, balanceados e baratos.

Atendimento infantil

Implantar e promover em creches e escolas programas voltados para o desenvolvimento da criança.

Controle de qualidade

Avaliar produtos antes e depois do lançamento pelas indústrias.

Desenvolvimento rural e urbano

Esclarecer famílias e comunidades sobre questões referentes a alimentação, habitação, higiene, vestuário e saúde.

Educação do consumidor

Orientar a compra de bens e serviços, segundo o orçamento e as necessidades do consumidor.

Ensino

Lecionar disciplinas específicas de sua formação (higiene, alimentação, economia) nos ensinos fundamental e Médio.

Habitação e planejamento de interiores

Elaborar projetos de moradia para melhor utilização de espaços físicos, levando em conta a ventilação e a iluminação e considerando a disponibilidade de recursos econômicos e a preferência do cliente.

Indústria e comércio

Orientar funcionários sobre questões como melhor uso do salário, ensino formal, higiene e alimentação.

Vestuário

Vestuário programar, implantar e acompanhar os processos de corte, modelagem e lavagem de roupas, zelando pelo melhor aproveitamento e pela boa conservação dos tecidos em confecções, hospitais e grandes lavanderias.

Fonte: Guia do estudante

domingo, 9 de dezembro de 2012

Conhecendo a profissão: Filosofia

É nas aulas do ensino médio que atuam a maior parte dos profissionais. Curso ainda é útil como formação complementar e no terceiro setor.

Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo
 
Filosofia é disciplina obrigatória na sala de aula do ensino médio desde 2008 (Foto: Divulgação/Colégio São Luís)
(Foto: Divulgação/Colégio São Luís)
 
 
Filosofia é disciplina obrigatória no ensino médio desde 2008 

Desde 2008, quando o governo federal voltou a incorporar as disciplinas de filosofia e sociologia no currículo obrigatório do ensino médio, o mercado de trabalho de quem tem diploma de licenciatura em filosofia tem se multiplicado. As duas matérias eram, desde 1971, opcionais e apareciam com pouca expressão nas salas de aula dos adolescentes, principalmente na rede privada. Por causa da mudança, ser professor tem sido o caminho mais comum aos recém-formados no curso. A profissão, porém, vai além da sala de aula: o profissional de filosofia ainda pode atuar no terceiro setor, dar consultoria para empresas e seguir carreira acadêmica como pesquisador.
Muitos, como Fábio Mesquita, de 33 anos, acabam atuando em mais de um campo. Além de dar aulas em dois colégios particulares de São Paulo -- o São Luís e o Sion --, Fábio já concluiu seu mestrado e atualmente estuda para fazer um doutorado na área. Além do bacharelado e da licenciatura em filosofia, concluídos em 2003, pela Universidade de São Paulo (USP), ele também tem diploma de história.

Guia de carreiras filosofia (Foto: Editoria de Arte/G1)

Fábio conta que optou pela filosofia porque, entre as matérias que preferia no colégio, com essa ele teve menos contato. "Conhecia mais história que filosofia, sou da geração que não teve filosofia no ensino médio. Mas eu achava interessante, ouvi falar nos testes vocacionais, prestei as duas e acabei indo para a filosofia. Adorei o curso, achei fabuloso."

Segundo ele, a graduação em filosofia difere das outras ciências humanas: enquanto as carreiras de letras e história, por exemplo, oferecem aos estudantes uma base de cultura e conhecimento, segundo ele, filosofia "é um curso que te ensina a pensar". O filósofo e professor explica que, como as disciplinas, no decorrer do curso, apresentam diversas teorias de filósofos, e umas se contrapõem às outras, o universitário acaba sendo levado a criar seu próprio conhecimento.

"Como cada filósofo te explica a realidade de um ponto de vista e às vezes eles se contradizem, você é impulsionado pelo pensamento, pela oposição de ideias", diz.
Fábio conta que uma parcela dos vestibulandos opta pelo curso como uma complementação de sua formação. Ele afirma ter estudado com colegas que cursavam medicina, engenharia ou direito paralelamente à graduação em filosofia.

Para o professor, que hoje também dá aulas de história, os universitários que optam pela licenciatura acabam encontrando bastante satisfação na sala de aula. Como a disciplina não é exigida nos vestibulares, existe "uma liberdade mais interessante para o professor produzir um trabalho reflexivo, porque os alunos não podem só decorar os conceitos dos filósofos".

O incentivo ao pensamento crítico e ao enfrentamento dos problemas com uma visão mais ampla da realidade, porém, são elementos-chave transmitidos nas aulas de filosofia que, além de servirem para a tomada de decisão na vida dos estudantes, também são úteis para o desenvolvimento dos argumentos usados nas provas de redação dos vestibulares.
 

Perfil crítico
De acordo com a Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo (Aproffesp), o perfil de um profissional de filosofia inclui o gosto pelos conteúdos de humanidades em geral, além da necessidade de ter senso crítico e a disposição para se voltar às superações das dificuldades das relações sociais e dos novos paradigmas, e aos questionamentos dos valores sociais, econômicos e de classe.

Fábio afirma que a formação crítica não precisa estar formada no momento do vestibular, já que a faculdade aborda as teorias filosóficas e a história da filosofia com maior profundidade e acaba levando os universitários a outros níveis de pensamento. "O curso me ajudou a ver a realidade de outra forma, a ser um ser humano diferente do que eu era."

A inclusão da filosofia no ensino médio, segundo a associação, ajuda a aumentar nos estudantes, o grau de criticidade e de leitura , além de ajudá-los a defenderem suas ideias, o que avança significativamente o desempenho pedagógico e cognitivo dos alunos tanto em filosofia quanto em outras disciplinas.
Para Fábio, a filosofia ainda é uma disciplina com metodologia em desenvolvimento, ao contrário de outras matérias, com as quais tanto professores quanto estudantes já estão acostumados.

"Cada professor tem uma experiência, tenta algo diferente em sala de aula. Com os alunos também. Tem o aluno tradicional, vai bem em todas as matérias, mas tem dificuldade na de filosofia, e o aluno que não é tão bom em outras disciplinas, mas tem espírito crítico e, por isso, se dá melhor na filosofia."

A dinâmica das aulas tem sido inclusive adotada, em algumas escolas particulares, no ensino fundamental. Segundo a diretoria da Aproffeso, existe na Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei para introduzir a disciplina também no fundamental dos colégios da rede pública.


Fábio Mesquita, professor de filosofia, guia de carreiras (Foto: Arquivo pessoal)
Fábio Mesquita, professor de filosofia
(Foto: Arquivo pessoal)
Mercado
"O grande bolo de quem se forma em filosofia vai para a docência. Como agora é obrigatória a disciplina no ensino médio, todas as particulares e as públicas exigem professores de filosofia", explica Fábio. Porém, a relação do filósofo com a busca por soluções aos problemas da sociedade pós-moderna faz com que sua capacitação seja requerida além da sala de aula.

Nas organizações não-governamentais, a formação em filosofia é útil na produção e execução de projetos voltados à mudança de realidades sociais. Além disso, as empresas também buscam o olhar do filósofo para suas soluções, e um nicho que tem se aberto para os formados na área é a consultoria e as palestras. De acordo com a Aproffesp, muitos filósofos também atuam na área editorial, como escritores.

"Os filósofos devem mostrar caminhos para as pessoas e mostrar que é possível fazer o que gosta e encontrar um sentido na existência, no trabalho na família. As pessoas ainda buscam esse sentido", diz Fábio.

Segundo ele, a filosofia tenta criar novos caminhos para as pessoas e para a humanidade enxergarem a realidade de outra forma, mas, até pelo conceito da formação, deve haver um limite para a mercantilização das ferramentas adquiridas na graduação. "O que acontece é que o sistema acaba dando à filosofia um valor de mercado, isso não vejo de bom grado. Se a filosofia se tornar um produto a ser vendido, ela nega sua proposta original, que seria de um olhar diferenciado do real, de novas propostas."

Fonte: G1

domingo, 2 de dezembro de 2012

Conhecendo a profissão: Zootecnia

Nutrição animal é um dos campos de atuação deste profissional.
Carreira ainda precisa ser mais reconhecida, avalia zootecnista.

Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo
 

Se o crocodilo ou o gambá estão obesos ou o filhote da girafa da Fundação Parque Zoológico de São Paulo precisa de um complemento alimentar, o zootecnista vai saber. Se o hipopótamo está velhinho e necessita de uma dieta especial ou os cisnes não gostaram da nova ração, também. Formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Henrique Luís Tavares, de 34 anos, é o nutricionista dos mais 3.500 animais do zoológico de São Paulo.

Entre outras atribuições, o zootecnista é responsável por calcular os regimes dos bichos com sobrepeso, reforçar os pratos das espécies doentes ou em extinção, e adaptar as dietas com os ingredientes disponíveis, a partir do que os animais se alimentam em seu habitat. Os flamingos, por exemplo, recebem pratos diários de peixes misturados com colorau que substituem camarões e algas encontrados na natureza. O colorau ajuda a manter a penugem avermelhada das aves.

Os animais do zoológico paulistano consomem quatro toneladas de alimentos por dia, sendo meia de carne e o restante de ração, frutas, grãos e sementes. Herbívoros como a girafas comem cerca de 100 quilos de alimentos por dia.

Também é função do zootecnista promover o melhoramento genético e aumentar a produtividade animal. "O bem-estar animal é um dos nosso lemas, inclusive na hora do abate. Seguimos regras e técnicas para diminuir o sofrimento do bicho e não comprometer a qualidade da carne", afirmou Tavares. No zoológico de São Paulo, os ratos e porquinhos-da-índia criados no biotério para alimentar outros bichos são mortos por uma câmara de gás, mas segundo o zootecnista, adormecem antes de serem asfixiados.

Quem pretende seguir esta carreira precisa, além de gostar de animais, ter habilidade com ciências exatas, como química e matemática - disciplinas que têm grande peso na grade curricular do curso.

Para Tavares, que preside a comissão de zootecnia do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo, a profissão ainda é relativamente nova no Brasil. "O curso foi criado em 1966. Em 1990 eram cerca de 20, agora já são mais de 100 instituições de ensino formando cerca de cinco mil profissionais por ano. O agronegócio segura a economia do Brasil e expande o campo dentro das empresas de agropecuária. Porém, o governo e a sociedade ainda não têm conhecimento das nossas habilidades e competências."

O mercado de trabalho, segundo ele, é abrangente. O profissional formado em zootecnia pode atuar em zoológicos, centros de triagem de animais silvestres, em indústrias de produtos de origem animal, empresas agropecuárias, em planos de manejo ligados à fauna, entre outros locais. Diferente do veterinário que está mais focado na saúde dos animais, o zootecnista busca controlar a produtividade dos animais.

"Nos últimos dez anos, o Brasil se tornou um dos maiores exportadores de carne do mundo. A expansão de gado de corte tem se expandido bastante e presença do zootecnista nesta cadeia é fundamental", disse Tavares.

O piso salarial do zootecnista é equiparado ao do veterinário ou do agrônomo, de oito salários mínimos por oito horas diárias de trabalho.

FONTE: G1

domingo, 25 de novembro de 2012

Conhecendo a profissão - Serviço Social

Assistentes sociais trabalham pelos direitos da comunidade

Profissional é formado na carreira de serviço social. Curso prepara para atuar em situações de desigualdades sociais.

Fernanda Bassette Do G1, em São Paulo
 
Quando se fala em assistente social é quase impossível não pensar nos profissionais que atuam nos órgãos públicos em programas sociais e nas políticas públicas para a população carente das cidades. Formados em serviço social, estes profissionais promovem ações preventivas e trabalham para efetivar os direitos sociais da comunidade também na área de saúde, em empresas e ONGs. Este é o tema do Guia de Carreiras do G1 desta terça-feira (12).

"O curso tem como objetivo principal formar assistentes sociais capazes de compreender e atuar em diversas situações de desigualdades sociais. Geralmente o pobre é tratado diferentemente, seus direitos não são cumpridos. E são nessas situações que os assistentes sociais vão atuar, implementando propostas para a população carente", explicou a professora Vânia Maria Caio, diretora da Faculdade de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Foto: Noélia Ipê/Unesp
Alunas do curso de serviço social da Unesp durante atendimento (Foto: Noélia Ipê/Unesp)

Segundo a professora Raquel Sant'Ana, vice-coordenadora do conselho de curso da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual Paulista (Unesp), esse profissional é quem aplica de fato as políticas de assistência social e, geralmente, ajuda na elaboração de propostas.
  
"A formulação do programa Bolsa Família, por exemplo, do Governo federal, teve a participação de assistentes sociais antes de ser implantado. Nas prefeituras, o assistente social ajuda na formulação de programas sociais e atua até a sua execução", afirmou a professora.


 Eles também estão nas empresas privadas
 
O trabalho do assistente social não está limitado aos órgãos públicos. Muito pelo contrário. Esses profissionais estão presentes na área da saúde (em hospitais públicos ou privados), em empresas e também em ONGs.

Segundo a professora Vânia, as empresas privadas com mais de cem funcionários obrigatoriamente devem ter um assistente social trabalhando na área de recursos humanos, na administração de benefícios, gestão social, treinamentos, prevenção de acidentes do trabalho e seleção de pessoal.

"Todo problema envolvendo funcionários [como o alcoolismo, uso de drogas, problemas familiares] deve ser encaminhado para análise do assistente social da empresa. Ele não vai atuar como psicólogo, não vai fazer terapia, mas vai desenvolver um trabalho multidisciplinar entre o funcionário e a empresa", explicou.

De acordo com a professora Raquel, o assistente social também atua nos direitos sociais dos trabalhadores. "Ele vai orientar o trabalhador quando ele precisar se afastar do trabalho por doença e receber o salário pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], por exemplo", disse.

Outra campo de trabalho é nos setores de recrutamento de alunos bolsistas em universidades. "Normalmente o assistente social trabalha com os conselhos universitários para elaborar uma política de bolsas. Depois de tudo pronto, é o assistente social que coloca o projeto em prática", disse a professora Raquel. 

  Vivência na prática 
 
Na grade curricular básica, a maioria dos cursos superiores engloba disciplinas da área de humanas como sociologia, antropologia, economia, legislação na área social e psicologia. Na área específica, traz disciplinas como fundamentos do serviço social, ética profissional, pesquisa, além das aulas práticas e do estágio supervisionado.

"O assistente social é um profissional que entende muito sobre a Constituição Federal, sobre previdência, sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto do Idoso, entre outras questões envolvendo legislação", disse Raquel.

Além disso, é um profissional que convive com a realidade social do país logo nos primeiros semestres da maioria dos cursos, que exigem o estágio. Na PUC-Campinas, por exemplo, a carga horária de estágio supervisionado é de 400 horas.

  É preciso ser humano
 
Uma das principais características do 'candidato' a assistente social, segundo as professoras, é ser "humano" em suas ações. "Ele tem que gostar muito de trabalhar com pessoas, tem que ter capacidade de ser positivo em suas ações e ter sempre um sentimento de indignação. Os problemas sociais têm que mexer com ele", disse a professora Raquel.

"Antes de tudo, o assistente social tem que estar aberto para entender as pessoas e não carregar nenhum tipo de preconceito, pois ele terá contato com os mais variados problemas sociais. Ele tem que saber ouvir e saber acolher", completou a professora Vânia.

domingo, 18 de novembro de 2012

Conhecendo a profissão: Ciências Sociais

Cientista social pode seguir três áreas: política, antropologia e sociologia. Leque de atuação inclui ONGs, partidos políticos e poder público.

 
Ana Carolina Moreno Do G1, em São Paulo

 
A carreira de ciências sociais, uma das mais tradicionais formações em humanidades, oferece ao profissional da área o domínio de ferramentas que o auxiliam a problematizar a relação do homem com o estado, com outros homens e com as estruturas sociais.
G1
A carreira está dividida em três grandes áreas: ciência política, antropologia e sociologia, e permite atuação em um vasto leque de setores da sociedade. Quem se forma na área pode trabalhar diretamente com educação, saúde, participação política, transporte e vários outros setores.

A cientista social Táli Pires de Almeida, de 30 anos, optou pelo curso justamente pelo interesse em entender melhor as relações humanas. "Eu sempre gostei muito de ler e achei que os recursos que eu tinha até então para entender o funcionamento do mundo e da sociedade eram insuficientes", afirma ela.
Guia de Carreiras Ciências Sociais (Foto: Editoria de Arte/G1)
 
 
Hoje mestranda da Universidade de São Paulo, Táli se especializou no estudo das migrações, e trabalha em uma organização não-governamental que oferece serviços a imigrantes na cidade de São Paulo. "Com certeza ao estudar ciências sociais você sai da universidade para atuar em muitas áreas. Durante a faculdade eu nem imaginava", conta.

Ela cita, como exemplos, as organizações não-governamentais, que se multiplicaram por todo o país nas últimas duas décadas, além da atuação em movimentos sociais, a prestação de assessoria a partidos políticos ou seguindo a carreira acadêmica e dando aula."É um universo muito grande de opções profissionais."

Poder público
Além desses setores, há ainda o poder público, que vem demandando cada vez mais cientistas sociais, tanto para executar programas do poder executivo quanto para colaborar com congressistas na elaboração de projetos do legislativo.

"O aumento de concursos públicos requisitando cientistas políticos, antropólogos e sociólogos, que são títulos que você adquire com mestrado e doutorado, é um bom caminho para quem quer trabalhar no poder público", diz Táli.

"Dependendo da área em que você vai trabalhar, você tem a possibilidade de continuar fazendo pesquisa, continuar as leituras, mas também com mais oportunidade de servir ao interesse público."
 
Três grandes áreas
Segundo ela, o curso de ciências sociais se divide em três grandes áreas: ciência política, sociologia e antropologia. Ela explica que o estudante pode optar por se aprofundar em uma delas e seguir esse rumo acadêmico na pós-graduação. Mas uma tendência que tem se consolidado nos últimos anos, de acordo com Táli, é a interdisciplinaridade.

"Hoje o diálogo entre essas áreas está muito forte e é muito importante para o avanço do conhecimento, porque, se você analisar o estado somente a partir do ponto de vista dos teóricos da ciência política, isso pode acabar restringindo o seu olhar e restringindo a sua compreensão."

Ela dá como exemplo estudos de antropólogos que "permitem analisar melhor o estado e problematizar algumas das relações entre o estado e os cidadãos".
 
Gosto pela políticaEmbora a atuação partidária não seja um requisito obrigatório para o profissional de ciências sociais, a socióloga da USP recomenda que os estudantes do curso - e também de outras carreiras universitárias - pelo menos pensem sobre política.

"Gostar de política não significa que tem que se filiar necessariamente a um partido", diz ela. "Mas tem que sempre ter possibilidade de problematizar as relações. O estudante de ciências sociais deveria pelo menos não gostar de política, mas pensar sobre isso."

O pensamento, nessa carreira, é solitário, mas a profissão exige habilidades de comunicação.

O pesquisador "é solitário na sua formulação, na sua reflexão, mas ele está em constante interlocução, tanto a partir das leituras como com a comunidade acadêmica", afirma Táli.

Segundo ela, o profissional deve ter "uma avaliação crítica do que produziu ou até mesmo de para quem ele produziu".

Fonte G1

domingo, 11 de novembro de 2012

Conhecendo a profissão: Engenharia da Computação

'Mercado está aquecido e deve crescer ainda mais', diz engenheiro. Curso exige dedicação e profissional precisa se manter atualizado.

Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo
Profissionais da Ebecom cria sistemas para tablets e para irrigação, na área da agricultura (Foto: Divulgação)
Profissionais da Ebecom criam sistemas para
tablets (Foto: Divulgação)
Fã de tecnologia e amante das ciências exatas. Assim deve ser o estudante que pretende seguir carreira em engenharia da computação. O aluno que encara a carga pesada de cálculo e as demais disciplinas exigidas na graduação concluída em, no mínimo, cinco anos tem em contrapartida um mercado de trabalho aquecido, onde faltam profissionais qualificados.

O engenheiro da computação é o profissional habilitado a integrar softwares a equipamentos de diversos fins. Ele é responsável por fazer funcionar, por exemplo, sistemas de rastreamento de veículos, de irrigação (na área da agricultura), automação de residências, além de celulares, computadores de bordo e mais uma infinidade de dispositivos eletrônicos. A profissão exige conhecimento eletrônico e do equipamento.

"O curso dá uma boa base de informática e de todas as engenharias, por isso tem uma abrangência grande. A carga horária é bastante pesada e muita gente que desiste pela complexidade. É preciso estudar, mas vale a pena", afirma o engenheiro da computação Clayton de Souza Silva, 34 anos.

guia de carreiras engenharia da computação (Foto: Arte g1)
 
Tecnologia e informática
Silva é diretor comercial de uma empresa privada chamada de Empresa Brasileira de Engenharia da Computação (Ebecom) com sede em Curitiba onde trabalham outros 11 engenheiros da computação. Um dos ramos de atuação da empresa é produzir aplicativos para sistemas de rastreamento e sistemas para tablets e smartphones que interagem com dispositivos eletrônicos. 

Para Silva, o mercado de trabalho para engenharia da computação está aquecido e deve crescer ainda mais. "O Brasil está nacionalizando a tecnologia e o governo incentiva que parte de muitos equipamentos tem de ser produzido aqui. O problema é que nas áreas de informática e engenharia faltam profissionais e tem muita gente que é trazida do exterior para trabalhar no Brasil", diz. 

Para trabalhar com engenharia da computação o profissional precisa se manter sempre atualizado. Silva lembra que disciplinas que estudou no primeiro ano do curso na PUC-Paraná onde se formou tiveram de ser revistas no último ano. "Engenheiro é feito para resolver problemas, tem de gostar de tecnologia e se manter atualizado", afirma.
 
Apesar de terem denominações parecidas, os cursos de engenharia e ciência da computação têm suas diferenças.

O cientista está mais focado no desenvolvimento de programas (software) para fazer o equipamento (hardware) funcionar. O engenheiro, por sua vez, tem essa habilidade, porém de forma mais superficial, mas aprende também a construir circuitos e dispositivos (hardware). Este tem conhecimento na área de engenharia elétrica.

Outra exigência da profissão é o domínio do inglês, já que, segundo o engenheiro Silva, muitas linguagens de programação de informática e manuais de dispositivos eletrônicos não são encontrados na língua portuguesa.

Apesar das classes de engenharia nas instituições de ensino superior ainda serem predominantemente masculinas, Silva garante que as mulheres que se formam em engenharia da computação são bem-vindas no mercado de trabalho. "Na minha turma eram 70 homens e duas mulheres, mas não acho que o mercado restringe a entrada delas. Conheço engenheiras muito bem sucedidas."
 
Fonte: G1