domingo, 17 de junho de 2012

Biblioteconomia em transformação

A profissão engloba as inovações do universo tecnológico, para acompanhar o ritmo da informação

Foto: O Povo

Para muita gente, a imagem do profissional de biblioteconomia é aquele velhinho, exímio conhecedor de gigantescas bibliotecas. Mas essa é uma visão ultrapassada da profissão. Hoje, caminhando mais próximo à tecnologia, o controle da informação passa a ser peça fundamental em qualquer organização.

Na Universidade Federal do Ceará (UFC), o curso de Biblioteconomia prepara o aluno para saber gerenciar e desenvolver metodologias de armazenamento de dados, em diversas plataformas e áreas. Sejam os objetos mídias digitais, livros, documentos e afins.

“É um programa mais generalista, no qual o aluno vai para o mercado com condições de trabalhar em qualquer instituição”, fala a coordenadora Fátima Fontenele.

Os profissionais dessa área enfrentam o desafio de adaptar suportes tecnológicos ao trabalho. Eles acompanham a tendência global de uma informação mais precisa e instantânea. Por isso, na universidade, os estudantes já lidam com ferramentas tecnológicas, em diversas disciplinas.

O perfil do bibliotecário, para Fátima, tem como fundamentos básicos organização, dinâmica e proatividade. “O principal é ser proativo e conhecer as necessidades do local onde está trabalhando. Se não tiver uma visão da problemática do momento e do futuro daquela empresa, não poderá dar as respostas certas na hora certa” acrescenta.

Possibilidades

As bibliotecas não são os únicos empregadores, embora tenham sido o berço deste profissional. O curso da UFC é um dos poucos que preserva uma grade mais tradicional, com disciplinais específicas em bibliotecas públicas, infantis, especializadas e universitárias.

No entanto, cada vez mais, empresas e organizações percebem a importância do bibliotecário no uso e armazenamento da informação. Além da possibilidade de ser contratado por uma delas, o profissional pode dar assessoria no desenvolvimento de uma metodologia ou produto específico.

No campo empreendedor, segundo Fátima, o bibliotecário pode ainda montar sua própria agência de assessoria, para ofertar serviços aleatórios.

EM BAIXA: SALÁRIO
Com um mercado muito diversificado, os bibliotecários ainda não conseguiram instituir piso ou teto salariais. A média mensal gira em torno de quatro salários mínimos

EM ALTA: TECNOLOGIA
Quanto mais sintonizado o bibliotecário estiver com as tecnologias de informação, maiores serão as chances de fazer boa carreira

Saiba mais

Empresa Júnior
Na parte de extensão do Departamento de Biblioteconomia da UFC, está sendo desenvolvida uma “Empresa Júnior”, espécie de laboratório para os alunos do curso.

De acordo com Fátima, no projeto, “os alunos aprendem a pensar no próprio negócio”. Uma empresa de assessoria, por exemplo, pode atuar na área de suporte de teses e monografias, corrigindo e orientando quando à organização e texto.

Fonte: O Povo

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