Profissão exige capacidade de concentração para lidar com altos valores. Planos de previdência e obras de infraestrutura favorecem o mercado.
Você sabe o que faz um profissional formado em ciências atuariais? Ele é
responsável por mensurar valores de seguros, planos de previdência e
outros produtos. É um especialista em risco, definindo os valores que
devem ser pagos para garantir o cumprimento de um contrato. Estes
valores são definidos a partir de tábuas biométricas, premissas
econômicas, probabilidade e matemática financeira.
O atuário Flávio Castro, de 31 anos, escolheu esta carreira por
influência da mãe, que também é atuária. Com a ajuda dela, passou a
entrar em contato com outros profissionais que reforçaram a sua escolha
pelas Ciências Atuariais. Ele reconhece que é uma curso que muitos ainda
desconhecem: “Esta carreira, de Ciências Atuariais, não é muito
conhecida para o público. Então, geralmente um amigo, ou um parente,
indica esta carreira para quem gosta de matemática.”
Flávio não se arrepende de sua opção e, atualmente, é diretor de
publicações do Instituto Brasileiro de Atuária e é sócio de uma empresa
de consultoria atuarial em previdência complementar fechada.
FormaçãoO curso de ciências atuariais tem quatro
anos de duração. Nos primeiros dois anos, o estudo concentra-se em
matemática mais básica, com matérias de cálculo e introdução à
estatística. Nos dois anos finais, os estudantes trabalham com
disciplinas mais específicas, como a atuária propriamente dita,
estatística aplicada e economia, direito e contabilidade.
O estudante que planeja seguir carreira como atuário precisa gostar de
matemática e ter uma formação ampla. Flávio Castro enumera quais são as
habilidades necessárias: “Matemática é bem pesada no curso e tem que
gostar bastante. É interessante ter um domínio de inglês, principalmente
em leitura, porque os livros praticamente todos vêm de fora, uns ou
outros são do Brasil. Mas é importante ter um bom conhecimento de
inglês. E é importante ter redação boa. Ter uma escrita aprofundada.
Porque além de gostar de matemática, o atuário tem que fazer parecer,
tem que escrever nota técnica.”
Além disso, ele lembra que a capacidade de concentração é fundamental
no trabalho dos atuários, pois os profissionais lidam com grande
quantidade de números que, muitas vezes, significam vultuosas somas em
dinheiro. “Qualquer erro que tenha em um cálculo pode dar um prejuízo
enorme, tanto para a empresa quanto para o segurado que adquire o
produto”
O profissional formado em Ciências Atuariais pode trabalhar em
seguradoras, resseguradoras, fundos de pensão, consultorias, no mercado
financeiro e na área acadêmica.
Sobre o futuro da carreira, Flávio Castro é otimista. O mercado de
seguros é favorecido pelo avanço da construção civil e pelas obras de
infraestrutura relacionadas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos
Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, que têm que ser seguradas.
Outro campo de avanço para os atuários é o mercado de microsseguros,
que permite que os consumidores possam segurar bens como telefones
celulares, televisores e até eletrodomésticos.
O envelhecimento da população e o crescimento do mercado de previdência
privada também oferecem boas chances para os profissionais desta
carreira: “No mercado segurador, temos a Copa do Mundo e as Olimpíadas,
que favorecem as oportunidades. Porque as obras de infraestrutura, que
são necessárias para o país, devem ser seguradas.
Na parte de previdência, as empresas já reconheceram que é importante
ter previdência para os seus funcionários. E a expectativa de vida dos
brasileiros, como o IBGE vem divulgando nos últimos dez anos, pelo
menos, vem sempre crescendo. Então, a gente percebe que as pessoas estão
se preocupando com a previdência e acabam fazendo com mais
antecedência, com a menor contribuição possível, sem precisar pagar tudo
de uma vez só.”
De acordo com Flávio Castro, o salário inicial de um formando em Ciências Atuariais varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil.
saiba mais
Veja universidades que oferecem curso de ciências atuariais (link para o E-MEC
Fonte: G1
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