'Mercado está aquecido e deve crescer ainda mais', diz engenheiro. Curso exige dedicação e profissional precisa se manter atualizado.
| Profissionais da Ebecom criam sistemas para tablets (Foto: Divulgação) |
Fã de tecnologia e amante das ciências exatas. Assim deve ser o
estudante que pretende seguir carreira em engenharia da computação. O
aluno que encara a carga pesada de cálculo e as demais disciplinas
exigidas na graduação concluída em, no mínimo, cinco anos tem em
contrapartida um mercado de trabalho aquecido, onde faltam profissionais
qualificados.
O engenheiro da computação é o profissional habilitado a integrar
softwares a equipamentos de diversos fins. Ele é responsável por fazer
funcionar, por exemplo, sistemas de rastreamento de veículos, de
irrigação (na área da agricultura), automação de residências, além de
celulares, computadores de bordo e mais uma infinidade de dispositivos
eletrônicos. A profissão exige conhecimento eletrônico e do equipamento.
"O curso dá uma boa base de informática e de todas as engenharias, por
isso tem uma abrangência grande. A carga horária é bastante pesada e
muita gente que desiste pela complexidade. É preciso estudar, mas vale a
pena", afirma o engenheiro da computação Clayton de Souza Silva, 34
anos.
Tecnologia e informática
Silva é diretor comercial de uma empresa privada chamada de Empresa Brasileira de Engenharia da Computação (Ebecom) com sede em Curitiba onde trabalham outros 11 engenheiros da computação. Um dos ramos de atuação da empresa é produzir aplicativos para sistemas de rastreamento e sistemas para tablets e smartphones que interagem com dispositivos eletrônicos.
Silva é diretor comercial de uma empresa privada chamada de Empresa Brasileira de Engenharia da Computação (Ebecom) com sede em Curitiba onde trabalham outros 11 engenheiros da computação. Um dos ramos de atuação da empresa é produzir aplicativos para sistemas de rastreamento e sistemas para tablets e smartphones que interagem com dispositivos eletrônicos.
Para Silva, o mercado de trabalho para engenharia da computação está
aquecido e deve crescer ainda mais. "O Brasil está nacionalizando a
tecnologia e o governo incentiva que parte de muitos equipamentos tem de
ser produzido aqui. O problema é que nas áreas de informática e
engenharia faltam profissionais e tem muita gente que é trazida do
exterior para trabalhar no Brasil", diz.
Para trabalhar com engenharia da computação o profissional precisa se
manter sempre atualizado. Silva lembra que disciplinas que estudou no
primeiro ano do curso na PUC-Paraná onde se formou tiveram de ser
revistas no último ano. "Engenheiro é feito para resolver problemas, tem
de gostar de tecnologia e se manter atualizado", afirma.
Apesar de terem denominações parecidas, os cursos de engenharia e ciência da computação têm suas diferenças.
O cientista está mais focado no desenvolvimento de programas (software)
para fazer o equipamento (hardware) funcionar. O engenheiro, por sua
vez, tem essa habilidade, porém de forma mais superficial, mas aprende
também a construir circuitos e dispositivos (hardware). Este tem
conhecimento na área de engenharia elétrica.
Outra exigência da profissão é o domínio do inglês, já que, segundo o
engenheiro Silva, muitas linguagens de programação de informática e
manuais de dispositivos eletrônicos não são encontrados na língua
portuguesa.
Apesar das classes de engenharia nas instituições de ensino superior
ainda serem predominantemente masculinas, Silva garante que as mulheres
que se formam em engenharia da computação são bem-vindas no mercado de
trabalho. "Na minha turma eram 70 homens e duas mulheres, mas não acho
que o mercado restringe a entrada delas. Conheço engenheiras muito bem
sucedidas."
Fonte: G1
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