Assistentes sociais trabalham pelos direitos da comunidade
Profissional é formado na carreira de serviço social. Curso prepara para atuar em situações de desigualdades sociais.
Quando se fala em assistente social é quase impossível não pensar
nos profissionais que atuam nos órgãos públicos em programas
sociais e nas políticas públicas para a população carente das
cidades. Formados em serviço social, estes profissionais
promovem ações preventivas e trabalham para efetivar os direitos
sociais da comunidade também na área de saúde, em empresas
e ONGs. Este é o tema do Guia de Carreiras do
G1 desta terça-feira (12).
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"O curso tem como objetivo principal formar assistentes
sociais capazes de compreender e atuar em diversas situações de
desigualdades sociais. Geralmente o pobre é tratado
diferentemente, seus direitos não são cumpridos. E são nessas
situações que os assistentes sociais vão atuar, implementando
propostas para a população carente", explicou a professora
Vânia Maria Caio, diretora da Faculdade de Serviço Social da
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).
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Alunas do curso de serviço social da
Unesp durante atendimento (Foto: Noélia Ipê/Unesp)
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Segundo a professora Raquel Sant'Ana, vice-coordenadora do
conselho de curso da Faculdade de Serviço Social da Universidade
Estadual Paulista (Unesp), esse profissional é quem aplica de
fato as políticas de assistência social e, geralmente, ajuda na
elaboração de propostas.
"A formulação do programa Bolsa Família, por exemplo, do
Governo federal, teve a participação de assistentes sociais
antes de ser implantado. Nas prefeituras, o assistente
social ajuda na formulação de programas sociais e atua até a sua
execução", afirmou a professora.
Eles também estão nas empresas privadas
O trabalho do assistente social não está limitado aos órgãos
públicos. Muito pelo contrário. Esses profissionais estão
presentes na área da saúde (em hospitais públicos ou privados),
em empresas e também em ONGs.
Segundo a professora Vânia, as empresas privadas com mais de cem
funcionários obrigatoriamente devem ter um assistente social
trabalhando na área de recursos humanos, na administração de
benefícios, gestão social, treinamentos, prevenção de acidentes
do trabalho e seleção de pessoal.
"Todo problema envolvendo funcionários [como o alcoolismo, uso de drogas, problemas familiares] deve ser encaminhado para análise do assistente social da empresa. Ele não vai atuar como psicólogo, não vai fazer terapia, mas vai desenvolver um trabalho multidisciplinar entre o funcionário e a empresa", explicou.
De acordo com a professora Raquel, o assistente social também atua nos direitos sociais dos trabalhadores. "Ele vai orientar o trabalhador quando ele precisar se afastar do trabalho por doença e receber o salário pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], por exemplo", disse.
"Todo problema envolvendo funcionários [como o alcoolismo, uso de drogas, problemas familiares] deve ser encaminhado para análise do assistente social da empresa. Ele não vai atuar como psicólogo, não vai fazer terapia, mas vai desenvolver um trabalho multidisciplinar entre o funcionário e a empresa", explicou.
De acordo com a professora Raquel, o assistente social também atua nos direitos sociais dos trabalhadores. "Ele vai orientar o trabalhador quando ele precisar se afastar do trabalho por doença e receber o salário pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], por exemplo", disse.
Outra campo de trabalho é nos setores de recrutamento de alunos
bolsistas em universidades. "Normalmente o assistente
social trabalha com os conselhos universitários para elaborar
uma política de bolsas. Depois de tudo pronto, é o assistente
social que coloca o projeto em prática", disse a professora Raquel.
Vivência na prática
Na grade curricular básica, a maioria dos cursos
superiores engloba disciplinas da área de humanas como
sociologia, antropologia, economia, legislação na área social e
psicologia. Na área específica, traz disciplinas como
fundamentos do serviço social, ética profissional, pesquisa,
além das aulas práticas e do estágio supervisionado.
"O assistente social é um profissional que entende muito sobre a Constituição Federal, sobre previdência, sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto do Idoso, entre outras questões envolvendo legislação", disse Raquel.
Além disso, é um profissional que convive com a realidade social do país logo nos primeiros semestres da maioria dos cursos, que exigem o estágio. Na PUC-Campinas, por exemplo, a carga horária de estágio supervisionado é de 400 horas.
"O assistente social é um profissional que entende muito sobre a Constituição Federal, sobre previdência, sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto do Idoso, entre outras questões envolvendo legislação", disse Raquel.
Além disso, é um profissional que convive com a realidade social do país logo nos primeiros semestres da maioria dos cursos, que exigem o estágio. Na PUC-Campinas, por exemplo, a carga horária de estágio supervisionado é de 400 horas.
É preciso ser humano
Uma das principais características do 'candidato' a
assistente social, segundo as professoras, é ser
"humano" em suas ações. "Ele tem que gostar muito
de trabalhar com pessoas, tem que ter capacidade de ser positivo
em suas ações e ter sempre um sentimento de indignação. Os
problemas sociais têm que mexer com ele", disse a
professora Raquel.
"Antes de tudo, o assistente social tem que estar aberto
para entender as pessoas e não carregar nenhum tipo de
preconceito, pois ele terá contato com os mais variados
problemas sociais. Ele tem que saber ouvir e saber
acolher", completou a professora Vânia.
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