Lógica e criatividade são essenciais para profissional de TI
Tecnologia da Informação é área em expansão, dizem especialistas. Saiba mais sobre o curso de graduação em processamento de dados.
Profissionais que escolhem a área de Tecnologia da Informação (TI)
estão em constante adaptação às novidades do mercado. Então, se você
está sempre antenado nos lançamentos tecnológicos, é fissurado em games e
tem curiosidade por entender o funcionamento das coisas vai gostar de
saber que é possível trabalhar com seus hobbies. E mais ainda, que esse é
um mercado cheio de oportunidades.
| G1 |
"A área de tecnologia está crescendo e a procura por esses cursos é
muito grande. Existem estudos que apontam que a tendência é que a área
se expanda ainda mais. Hoje em dia, a demanda de empresas procurando por
profissionais capacitados é bastante significativa", diz Hamilton Martins Viana, chefe do departamento de tecnologia da informação da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP).
O crescimento no número de vagas na área de TI deve-se à gama de
possibilidades de atuação. "Um aluno graduado em TI pode trabalhar em
todos os tipos de empresa, que oferecem qualquer tipo de serviço. Isso
porque ele desenvolve projetos de sistemas para a informatização de
empresas em suas rotinas administrativas", diz Viana.
"O profissional de análise e desenvolvimento de sistemas está apto a
trabalhar em todas as etapas de desenvolvimento de sistemas
computacionais. Estas etapas são a análise, projeto, implementação e
implantação de sistemas computacionais", afirma André Zampieri,
coordenador do curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de
sistemas da Universidade Caxias do Sul (UCS).
Curso
O curso de graduação em processamento de dados não é um bacharelado, é um curso tecnológico, voltado diretamente para a parte prática da profissão. "O curso tem o mesmo valor para um mestrado, doutorado, ou pós-graduação. A diferença é que o bacharelado é mais amplo, e o curso de tecnologia é voltado para a prática no mercado de trabalho", diz Viana, da Fatec-SP.
O curso de graduação em processamento de dados não é um bacharelado, é um curso tecnológico, voltado diretamente para a parte prática da profissão. "O curso tem o mesmo valor para um mestrado, doutorado, ou pós-graduação. A diferença é que o bacharelado é mais amplo, e o curso de tecnologia é voltado para a prática no mercado de trabalho", diz Viana, da Fatec-SP.
Características esperadas do estudante de TI são o gosto pela
informática e bom raciocínio lógico. "As matérias mais comuns são as
disciplinas de Programação de Computadores, de Análise e Projeto de
Sistemas, Banco de Dados e disciplinas que complementam o trabalho
desenvolvido nestas", diz Zampieri.
E o coordenador dá a dica: "a tecnologia avança muito rápido, e em
ciclos cada vez mais curtos. Por isso, o profissional deve se reciclar e
adquirir novos conhecimentos e habilidades".
| (Foto: Arte/G1) Dia a dia da profissão |
Segundo Zampieri, na análise de sistemas é realizado o levantamento das
necessidades que o sistema computacional se propõe a resolver. Na etapa
de projeto, com os dados obtidos na análise, um projeto sobre como será
o sistema computacional é produzido. A fase de implementação é quando o
sistema computacional é construído (programado). Já a etapa de
implantação ocorre quando o software é disponibilizado para o uso.
O profissional egresso do curso pode atuar, principalmente, como
analista de sistemas, programador de computadores, analista de banco de
dados e consultor de TI. É possível trabalhar em empresas especializadas
no desenvolvimento de sistemas computacionais ou em empresas que
utilizam sistemas computacionais.
"Hoje em dia, todos os tipos de organizações utilizam sistemas
computacionais - indústria, comércio, serviços, bancos e até empresas da
área da saúde. Também há o poder público, como prefeituras, governo
federal e governos estaduais. Os profissionais de análise e
desenvolvimento de sistemas estão aptos a trabalhar em qualquer empresa
que necessite utilizar sistemas computacionais, seja no auxílio à tomada
de decisões, ou no gerenciamento dos seus processos operacionais", diz
Zampieri.
Escolha de menino
"Escolhi a área de tecnologia aos 12 anos. Comecei a lidar com computadores por meio de amigos e, a partir dalí, essa se tornou uma das paixões da minha vida. Curto tecnologia e gosto disso inclusive no meu tempo livre. Comecei a desenvolver [sistemas] na adolescência, e o ingresso na carreira de TI foi natural. O que me atraía era lidar diretamente com tecnologia e computação", diz Eduardo Campo de Oliveira, formado em processamento de dados.
"Escolhi a área de tecnologia aos 12 anos. Comecei a lidar com computadores por meio de amigos e, a partir dalí, essa se tornou uma das paixões da minha vida. Curto tecnologia e gosto disso inclusive no meu tempo livre. Comecei a desenvolver [sistemas] na adolescência, e o ingresso na carreira de TI foi natural. O que me atraía era lidar diretamente com tecnologia e computação", diz Eduardo Campo de Oliveira, formado em processamento de dados.
Eduardo se formou em 1994 e hoje é gerente de Marketing e Negócios da
Divisão de Produtividade e Colaboração da Microsoft Brasil. "Comecei na
área técnica e trabalhava como analista de sistemas. Optei pela área de
desenvolvimento porque gostava muito de programar. Trabalhei sete anos
em um banco e pude atuar em diversos projetos na área financeira",
afirma.
Com o crescimento na carreira, ele decidiu complementar a formação
técnica com uma pós-graduação em marketing. "Queria trazer o aspecto de
negócios para a área de tecnologia", diz. Segundo o gerente, a
tecnologia se associa ao marketing. "O objetivo do marketing é
demonstrar um produto, por isso conhecer tecnologia é o primeiro passo
para entender como aquele produto vai atender às necessidades de um
usuário."
Segundo Eduardo, o profissional de TI pode escolher entre as áreas de
infraestrutura, que é o planejamento do sistema, ou o desenvolvimento do
sistema na prática.
"A fama de nerd não é fama", diz Oliveira, em tom de brincadeira. "É
preciso ser um pouco nerd para gostar de tecnologia, mas isso não
significa que a pessoa precise ficar 100% do tempo vendo uma tela de
computador. Eu, por exemplo, pratico esportes, gosto de música, já fiz
curso de teatro, então depende muito de cada um. Tem desde o cara que é
completamente fissurado em tecnologia, o famoso geek, e aquele que tem
gostos variados. Acho que hoje em dia não dá para termos nenhum
estereótipo do profissional de TI", afirma.
(Esta reportagem foi originalmente publicada em 29/06/2010, às 10h24.)
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